O que é UX?

Durante alguns anos, o termo UX se tornou parte das nossas vidas, muitas empresas exigem perfis com esta formação e nós podemos encontrar em muitas ofertas de emprego, mas, na verdade, o que é isso de UX?

Essas iniciais são referentes a sigla User Experience, experiência do usuário se fizermos uma tradução para o português.

O Nielsen Norman Group, uma consultoria líder no setor,  que define como: 

A experiência do usuário envolve todos os aspectos da interação dos usuários finais com a empresa, dos seus serviços e produtos.

— Nielsen Norman Group

Uma das confusões mais comuns é pensar que UX e usabilidade são a mesma coisa, no entanto, a usabilidade é apenas uma pequena parte da experiência do usuário.

Aplicado ao ambiente web, Peter Morville definiu 7 facetas nas quais a análise do UX deve ser baseada: 

  1. Útil.

  2. Utilizável.

  3. Desejável.

  4. Localizável.

  5. Acessível.

  6. Crível.

  7. Valioso.

Mas, como nós vimos na definição de UX, ela não se aplica apenas ao ambiente da Web, mas devemos devemos pensar nisso sempre que estivermos projetando qualquer serviço, sistema ou produto.

E agora que já nós sabemos o que é o UX, que tal entendermos qual é o seu valor?

Fatos e números para apoiar a experiência do usuário de marketing

Falar sobre marketing não se trata apenas de pensar em estratégias, você também precisa pensar em números, falar sobre conversão, vendas e, acima de tudo, dos lucros.

Se lembrarmos das 7 facetas do UX, nós podemos observar que elas estão intimamente ligadas ao campo do marketing.

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Por exemplo: para que um site seja encontrado, ele deve estar bem posicionado e vinculado aos termos que o definem de forma correta.

Se um site for útil, ele conseguirá um número maior de conversões, que podem ser da conquista de um lead, ao consumo de conteúdo ou de uma venda.

Possuir um produto desejável, credível e valioso fará com que a nossa marca seja percebida como tal e, sendo otimistas, os nossos usuários se tornarão os promotores dela.

Em resumo, nós poderíamos "medir" a melhora da experiência do usuário com base em uma longa lista de objetivos: reduzir a taxa de rejeição, aumentar o ROI, melhorar o NPS, otimizar a conversão, etc.

Neste artigo, o designer Jozef Toth aborda os 13 fatos reais que apóiam a importância de melhorar o UX.

A importância do design UX quando estamos nos referindo aos sites multilíngues.

Uma vez que já sabemos o que é UX e qual é o seu valor no mundo do marketing, vamos nos colocar nesse cenário.

Em pleno 2020, é difícil encontrar alguém que negue a realidade de que o mundo digital é um mundo que não há fronteiras, no qual nós podemos adquirir ou consumir produtos e serviços localizados a milhares de quilômetros de distância.

No entanto, em diversas ocasiões, nós encontramos barreiras ou restrições que nos impedem de consumir e desfrutar de determinados produtos ou serviços.

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Uma das principais barreiras é a linguagem, não apenas em termos de idioma em si, mas também o uso diferente que é feito da mesma língua em áreas geográficas diferentes.

Facilitar o relacionamento e o mesmo nível de compactação de um site para diferentes tipos de usuários, independentemente do idioma que eles falam, é uma tarefa sobre a qual o Design UX tem muito a dizer.

Quando falamos de compressão, devemos diferenciar entre dois conceitos:

  1. Por um lado, nós temos a "tradução". Entendendo como tal a expressão em um idioma do que foi originalmente dito ou escrito em um idioma diferente.

  2. Por outro lado, a "localização". O que implica uma dimensão cultural e que isso envolve a necessidade de se adaptar a um produto ou serviço para uma localização geográfica específica, com as suas traduções correspondentes, aspectos legais e culturais, unidades de medidas, formatos de data e hora, cores, moeda e assim por diante.

Quando falamos sobre compreensão, nós estamos falando única e exclusivamente da tradução de conteúdos.

Deve-se dar importância ao contexto, à narrativa, ao significado da mensagem que queremos transmitir e às diferentes motivações comportamentais de cada grupo de usuários. 

Além disso, será necessário fazer a captura dessas particularidades no idioma em que o site está sendo exibido.

Portanto, é indispensável procurar uma abordagem local, sem sem que o quadro global se perca de vista. 

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Nós não podemos abordar um usuário asiático da mesma forma que a um europeu, um sueco a um italiano, um lombardo que um siciliano.

Não é necessário apenas abordar o usuário em um idioma que seja capaz de ser compreendido em termos linguísticos, mas também em termos culturais e contextuais, além de garantir que essa mensagem seja eficiente.

Trabalhando dessa forma, nós poderemos nos abstrair da barreira do idioma e construir a lealdade dos usuários à marca, afinidade com o produto e eficiência de conversão.

Soluções para os erros mais comuns no design UX em sites multilíngues

Como nós já observamos, existem diferentes fatores que influenciam a compreensão de um site, mas vamos nos concentrar no idioma, já que é o principal sistema de comunicação.

O idioma do navegador, em grande parte, pode resolver a experiência do usuário em sites multilíngues, pois nós podemos recorrer à configuração de regras de redirecionamento automático.

Porém, sempre será necessário fazer o uso de seletor de idioma que permita alternar entre os diferentes idiomas nos quais se pode navegar em nosso site.

Vamos nos colocar na seguinte situação onde estamos trabalhando em um site em espanhol e inglês e estabelecemos as seguintes regras:

  • Se o idioma do navegador é em espanhol, será redirecionado para o site em espanhol.
  • Se o idioma do navegador é em inglês, será redirecionado para o site em inglês.
  • Se o idioma do navegador for outro, nós iremos ao nosso velho amigo Vilfredo Paretto (80/20) e redirecionaremos para o site em inglês, pois "verificando com nossa ferramenta de análise da web", nós assumimos que esse é o idioma mais usado pelos visitantes cujos idiomas não são nem espanhol nem inglês.

E agora, vamos pensar em um caso de uso: Americo Agostini chega ao nosso site.

Além do italiano, ele é fluente em espanhol, porém não entende absolutamente nada de inglês.

Qual idioma será mostrado em nosso site?

Ao seguir as regras estabelecidas, o idioma mostrado no site será o inglês, e o nosso querido Americo não entenderá absolutamente nada.

Por essa razão, um dos elementos principais ao projetar um site multilíngue é, quer gostemos ou não, obter o seletor de idioma que nos permitirá alterar o idioma em que o conteúdo de um site é exibido.

No momento de propor soluções como um seletor de idioma, nós devemos levar em consideração:

  • As padronizações

Se estamos falando de um seletor, não importa a solução que escolhermos, não podemos esquecer o elemento mais padronizado de uma lista suspensa em seu design: o triângulo invertido.

Prestar atenção aos detalhes é importante em qualquer exercício de design e, por muitas vezes, os elementos mais básicos são as principais vítimas.

  • O acesso ao site

Sempre que um usuário acessa um site multilíngue pela primeira vez, é interessante perguntar a ele de que país ele ele esta acessando e o idioma em que ele prefere ver o conteúdo.

Desse modo, o próprio usuário será quem selecionará sua preferência e não haverá erro.

  • A localização

Os usuários esperam encontrar o seletor de idioma em um local acessível que seja bem visível, tais como as barras de navegação, os cabeçalhos, os rodapés ou menus suspensos caso estejamos em ambientes móveis.

Caso o usuário móvel tenha a necessidade de alterar o idioma e não conseguir localizar o seletor na tela, é provável que ele acesse o menu do site e tente localizá-lo dentro dele.

  • O uso de bandeiras

O uso de bandeiras como o seletor de idiomas é uma prática bastante comum, mas a realidade é que não é uma boa idéia.

Isso ocorre porque as bandeiras não são idiomas, as bandeiras são países.

Um exemplo bastante ilustrativo dos problemas derivados dessa situação é encontrado no mundo árabe.

O árabe é uma macro-língua da família semítica oficial presente em mais de vinte países do mundo.

Para a seleção de países ou regiões, sim, o uso de bandeiras estaria correto.

  • Iniciais do idioma ou o idioma completo

Se não formos fazer o uso de bandeiras, a opção de idioma precisará usar o nome completo do idioma ou de suas iniciais.

Em ambos os casos, a solução se torna mais ortodoxa do que o uso das bandeiras, porém ambas alternativas possuem os seus prós e contras, que o que vamos ver a seguir:

  • O uso de iniciais economiza espaço na tela, o que é sempre útil no caso de projetos para ambientes móveis. Porém, mediante a comparação com traduções automáticas do navegador, pode apresentar conflitos.
  • No caso de usar o nome completo do idioma, nós evitaremos problemas de tradução, especialmente se usarmos o modo como eles são escritos em cada idioma específico ao qual se aplicam. Nessa situação, o contra será devido à necessidade de haver mais espaço para exibir os textos completos.

  • Ícone ou texto para identificar o seletor de idioma

A nossa experiência em todos os testes de usuário que realizamos no Flat 101 conclui que o uso de ícones e o seu suporte textual correspondente ajudam na identificação do elemento por parte do usuário.

Portanto, a recomendação será sempre o uso de um ícone adicionado de texto.

Se o ícone não for reforçado com texto, ele poderá passar despercebido pelos usuários que possuem uma mentalidade mais verbal.

Por outro lado, se o idioma for refletido apenas em um nível textual, o usuário poderá não conseguir identificar esse texto se ele for exibido em um idioma que não é familiar a ele.

  • A multiplicidade de idiomas

Existem países com múltiplos idiomas oficiais e pode acorrer do nosso site vir a precisar segmentar os seus usuários em diferentes idiomas.

A exemplo de países temos Luxemburgo, Singapura, África do sul, Malásia e Suíça.

No entanto, a Índia se destaca acima de todos os outros com nada mais e nada menos que 400 idiomas e mais de 2.000 dialetos.

É altamente improvável que uma empresa digital queira alcançar os seus usuários com tanta precisão a fim de cobrir todo o espectro linguístico da Índia.

No entanto, tais situações nos coloca o desafio de como resolver listagens mais amplas do que as habituais de dois ou três idiomas.

Nesses casos, as soluções simples tendem a ser as mais eficazes.

Recorrer a um simples link "mostrar mais" no final da lista e abrir uma janela pop-up com o restante das alternativas linguísticas pode resolver o problema de maneira elegante.

  • O idioma e a localização

Quando consideramos adaptar um site com idiomas diferentes, devemos levar em consideração as diferenças existentes de acordo com o local.

O espanhol, por exemplo, é um idioma falado por mais de 572 milhões de pessoas em todo o mundo, mas todos nós usamos o idioma da mesma maneira?

A resposta é bem óbvia.

Nesse sentido, nós devemos ter em mente o uso em cada localização geográfica.

Palavras que possam parecer inofensivas para nós como “pegar” ou “concha”, podem ter um significado diferente na Espanha ou na América do Sul.

Outros aspectos a serem levados em conta na hora de fazer uma adaptação para um país diferente são o uso de símbolos, expressões, cores, tipos de moedas, unidades de medidas, representação de tempo, etc.

Todos esses aspectos têm uma profundidade de desenvolvimento digna de ser tratada de uma forma individual em outros posts.

Além do idioma e do entendimento do site, a localização também pode afetar a oferta de serviços ou produtos.

Isso já aconteceu a todos nós que encontramos um determinado produto muito desejado na Amazon e, quando tentamos efetuar a compra, era impossível devido à nossa localização.

Como nós já mencionamos ao longo deste post em mais de algumas ocasiões, não estamos falando apenas de tradução, também estamos nos referindo à adaptação para uma localização geográfica específica das mensagens, dos produtos e serviços.

  • A indisponibilidade do produto em nosso país de residência

Embora a globalização nos permita obter acesso a produtos e serviços que jamais pensamos em ter há alguns anos, ainda permanecem casos para os quais esses produtos ou serviços não estão disponíveis,

Fornecer uma solução para estas situações é um desafio para os negócios digitais em geral e para o campo UX em particular.

Tentar antecipar o erro e oferecer informações para ajudar o usuário e que, em todos os momentos, ele tem uma resposta do sistema, por um lado, e da marca, por outro, é de vital importância.

Conclusão

Os sites multilíngues são ambientes complexos nos quais cada região geográfica apresenta uma série de particularidades que estão condicionadas ao comportamento do usuário.

Cuidar da tradução do conteúdo é tão importante quanto prestar uma atenção especial ao conceito de "localização".

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Monitorar e cuidar dos detalhes que dizem respeito as particularidades culturais e geográficas que apresentam os diferentes tipos de usuários que acessam nosso site se tornam a pedra angular para o sucesso dos negócios digitais.

Como o UX, nós devemos considerar todos os casos de uso possíveis que estejam relacionados aos conceitos de "tradução" e "localização" em sites multilíngues.

Ao mesmo tempo, nós devemos responder às diferentes necessidades dos usuários em cada um delas, por sua vez, facilitando o acesso ao conteúdo no idioma que cada usuário possa entender melhor.

Mostrar um conteúdo adequado e a oferta disponível no local a partir do qual um site é acessado é uma condição sine qua nona fim de evitar frustrações e obter uma boa experiência do usuário.

Desta forma, vamos fazer com que os usuários se familiarizem com os diferentes produtos e comecem uma relação de confiança com a marca.

O seu site multilíngue é otimizado no design UX? Como você conseguiu? Espero você nos comentários para discutirmos isso.

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Guillermo Martínez BuenoDiseñador de Experiencia de Usuario, me gusta resolver problemas, el orden, la armonía y las cosas bien hechas. Apasionado del #UX, #UI, #Analytics y #CRO. Siempre en construcción, "festivalero" y con sentido del humor. Cinco años de experiencia como diseñador gráfico y otros cinco como diseñador web, me lanzaron al mundo de la Experiencia de Usuario. He tenido la oportunidad de desarrollar la mayor parte de mi carrera profesional en el mundo de la consultoría y, tras un paso por cliente final de dos años, he encontrado en FLAT 101 una segunda familia. Me siento cómodo en cualquier etapa de un proyecto UX, desde la toma de requerimientos hasta el diseño visual, pasando por la investigación, la conceptualización, la investigación, la arquitectura de la información, creación de prototipos, análisis de resultados, pruebas de usuarios, y por supuesto, los procesos de iteración. Me encanta conjugar analítica y UX con el objetivo puesto en el CRO.
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