Uma dúvida bastante comum quando uma empresa deseja atuar no exterior é como preparar seu site para ranquear bem nos buscadores nos países foco, especialmente no Google.

Imagine um criador de conteúdo de Portugal que deseja que suas publicações apareçam bem colocadas no Brasil. Embora o idioma falado nos dois países seja o português, existem particularidades e expressões regionais que impactam diretamente a percepção do usuário final em relação ao conteúdo e, principalmente, em relação a busca.

Por mais que o texto luso seja facilmente compreensível para um brasileiro, pode não ser tão atraente quanto o mesmo conteúdo adaptado para o português brasileiro. É justamente por isso que ter páginas diferentes, adaptadas para cada idioma, é fundamental para o desempenho dos sites com múltiplos idiomas. Entenda como funciona.

Como o Google classifica o idioma do site

O Google baseia-se em dois grandes fatores pra definir qual Idioma é mais adequado para a pessoa que está buscando um conteúdo, são eles:

  • O Idioma do browser
  • A Localização geográfica do usuário, ou seja, de onde a busca está sendo feita.

Para entregar o conteúdo mais relevante, é utilizada uma tag de html chamada hreflang no site para que o Google possa classificar exatamente para qual idioma aquele conteúdo se destina.

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Tipos de classificação HREFLANG

  1. Com variações regionais. Ex: en-us, en-gb, en-au

Onde ambas áreas falam inglês, porém estamos especificando que é inglês dos Estados Unidos, Inglaterra ou Austrália.

Caso queira encontrar uma lista com todas as regiões disponíveis, veja neste wiki.

  1. Com variações de idioma, ex: en, de, fr

Onde as regiões falam idiomas diferentes, como inglês, alemão e francês.

Aqui você encontra todos os códigos de países.

  1. Combinações de idiomas regionais

Preparando o site para outros idiomas na prática

3 formas de implementar multiplos idiomas no seu site:

1. Utilizando elementos hreflang no do site, exemplo:

2. Implementando no http headers 

3. Utilizando o sitemap para implementar o hreflang 

1. Utilizando elementos hreflang no do site, exemplo:

<link rel=”alternate” href=”http://meusite.com.br/” hreflang=”en” />

<link rel=”alternate” href=”http://meusite.com.br/inglaterra” hreflang=”en-gb” />

<link rel=”alternate” href=”http://meusite.com.br/australia” hreflang=”en-au” />

Este tipo de implementação orienta a utilizar o idioma inglês aberto como primeira opção, segunda inglês da Inglaterra e terceiro inglês da Austrália.

Este tipo de implementação é trabalhosa pois deve ser feita em cada página do site.

2. Implementando no http headers

Link: <http://es.site.com/arquivo.pdf>; rel=”alternate”; hreflang=”es”

<http://en.site.com/arquivo.pdf>; rel=”alternate”; hreflang=”en”

<http://de.site.com/arquivo.pdf>; rel=”alternate”; hreflang=”de”

A implementação é bem similar ao primeiro método, existindo a necessidade de implementar página a página do site.

No exemplo acima temos variações do site para idiomas espanhol, inglês e alemão, mas sem definir países exatos.

3. Utilizando o sitemap para implementar o hreflang

Utilizando a marcação xhtml:link para fazer uma anotação em cada variação da url no sitemap.

Exemplo:

<url>

  <loc>http://www.site.com.br/inglaterra/</loc>

  <xhtml:link rel=”alternate” hreflang=”en” href=”http://www.site.com.br/” />

  <xhtml:link rel=”alternate” hreflang=”en-au” href=”http://www.site.com.br/australia” />

  <xhtml:link rel=”alternate” hreflang=”en-gb” href=”http://www.site.com.br/inglaterra” />

</url>

Você precisa fazer isso para cada url no sitemap, exemplo:

<url>

  <loc>http://www.site.com.br/inglaterra/</loc>

  <xhtml:link rel=”alternate” hreflang=”en” href=”http://www.site.com.br/” />

  <xhtml:link rel=”alternate” hreflang=”en-au” href=”http://www.site.com.br/australia” />

  <xhtml:link rel=”alternate” hreflang=”en-gb” href=”http://www.site.com.br/inglaterra” />

</url>

<url>

  <loc>http://www.site.com.br/australia/</loc>

  <xhtml:link rel=”alternate” hreflang=”en” href=”http://www.site.com.br/” />

  <xhtml:link rel=”alternate” hreflang=”en-au” href=”http://www.site.com.br/australia” />

  <xhtml:link rel=”alternate” hreflang=”en-gb” href=”http://www.site.com.br/inglaterra” />

</url>

Embora o procedimento acabe gerando código extra no seu sitemap, ainda assim é a melhor forma de implementar, pois o processamento não será feito no browser visitante do site. Outro pronto é que como tudo está no mesmo arquivo, facilita significativamente manutenção.

Erros comuns de internacionalização que devem ser evitados

​​​​​​​1. Escolha de códigos de inválidos.

Se o objetivo é atacar o mercado português brasileiro, é fundamental utilizar “pt-br”.

Outros códigos como “pt-brasil”, “portugues”, etc não são válidos e, portanto, não funcionam.

​​​​​​​​​​​​​​2. ​​​​​​​Links de retorno

Cada url precisa linkar para uma versão canônica da página. Se essa instrução não existir na implementação, a sintaxe está errada.

Um exemplo aqui é se o objetivo for impactar alemão na austria, ainda assim é importante ter uma versão da página em alemão geral, como somente hreflang=”de”

​​​​​​​3. Hreflang linkando para ela mesma

É fundamental que a tag tenha o apontamento para ela mesma.

Como evitar conteúdo duplicado em idiomas diferentes utilizando o canonical

Com o canonical conseguimos orientar o Google e definir qual a página válida para determinada condição. No caso, estamos definindo a página oficial para cada idioma. Logo a página inglês da Inglaterra canônica não é a mesma página em inglês da Austrália.

Na prática para inglês normal:

<link rel=”canonical” href=”http://meusite.com.br/” />

<link rel=”alternate” href=”http://meusite.com.br/” hreflang=”en” />

<link rel=”alternate” href=”http://meusite.com.br/inglaterra” hreflang=”en-gb” />

<link rel=”alternate” href=”http://meusite.com.br/australia” hreflang=”en-au” />

Na prática para inglês da Inglaterra “en-gb”:

<link rel=”canonical” href=”http://meusite.com.br/inglaterra” />

<link rel=”alternate” href=”http://meusite.com.br/” hreflang=”en” />

<link rel=”alternate” href=”http://meusite.com.br/inglaterra” hreflang=”en-gb” />

<link rel=”alternate” href=”http://meusite.com.br/australia” hreflang=”en-au” />

Note que se a página que usa “en-gb” estiver com o link para http://meusite.com.br/ a implementação vai acusar um erro e não funcionará.

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Como a SEMrush pode te ajudar a descobrir os problemas de multilínguas

É necessário que pelo menos 1 página do seu site tenha o hreflang configurado.

Para encontrar esta validação, você deve cadastrar o projeto dentro da ferramenta e fazer uma varredura pelo site com o “Site Audit”.

01-site-audit.jpgAuditoria do Site da SEMrush

Dentre as opções de sugestões que a ferramenta oferece, uma aba chamada de SEO Internacional será habilitada e é nela que temos as sugestões e análises que buscamos.

02-auditoria.jpgSEO Internacional, SEMrush

A ferramenta SEMrush faz mais de 11 análises de internacionalização e sugere correções como:

  • Problemas com implementação de hreflang
  • Conflitos de código com as páginas
  • Problemas com os links do hreflang
  • Problemas com as línguas do hreflang
  • E mais.

03-auditoria-internacional.jpgDashboard de SEO Internacional, SEMrush

A ferramenta ainda possui um help que mostra qual o tipo de problema e como resolvê-lo.

04-ajuda.jpgAuditoria do Site da SEMrush - Ajuda para entender os erros

A maior vantagem de utilizar esse tipo de ferramenta é a possibilidade conseguir facilmente os dados necessários pois, ela varre todo o site e entrega os resultados de forma compilada, sem que você precise analisar individualmente cada página.


Esperamos que este post vai ajudar você a estruturar melhor a sua campanha de SEO Internacional. 

Quer aprender mais sobre como fazer SEO Internacional e introduzir o seu site nos mercados de outros países? Assista ao webinar Como Expandir o seu site para outros países com Ewerton Silva

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Eduardo GasparettoEduardo Gasparetto é Fundador e CEO da Agência Carti, que é uma consultoria especializada em SEO. Atua há mais de 15 anos como profissional de tecnologia e há mais de 9 anos com estratégias de Marketing Digital de Performance.
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