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Conheça 6 segredos das estratégias de branding campeãs

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Conheça 6 segredos das estratégias de branding campeãs

Thiago Quinteiro
Conheça 6 segredos das estratégias de branding campeãs

Por que as pessoas compram os produtos da Apple, se eles são mais caros que os outros? Como a Coca-Cola ainda vende tanto em um mundo tão preocupado com saúde e bem-estar? A resposta para essas perguntas está na estratégia de branding.

Tanto a Apple quanto a Coca estão entre as marcas mais valiosas do mundo. Mas conquistar tanto valor não é fácil nem rápido — depende de uma estratégia de branding consistente.Branding é o processo de gestão de uma marca. Isso significa criar uma identidade forte, que seja facilmente reconhecida e lembrada pelos consumidores. Mais que isso, quando a estratégia é bem sucedida, a marca se torna um estilo de vida.

Começamos falando de marcas conhecidas no mundo inteiro, mas não pense que branding é exclusividade delas. Você pode aplicar as melhores práticas aí mesmo na sua empresa, ainda que seja um pequeno negócio.

Conheça abaixo os segredos das estratégias campeãs:

1. Branding é muito mais que identidade visual

Quando se fala em marca, muitas pessoas relacionam somente ao nome, símbolo ou logotipo que identificam uma empresa. Eles são essenciais para tangibilizar a marca diante do mercado, e sua propriedade deve ter proteção jurídica.

Mas marca é muito mais que isso.

Branding engloba toda a estratégia de gestão da marca, que vai desde a identificação de valores e missão até as ações nos pontos de contato com o consumidor.

Na prática, isso significa que criar a sua identidade visual não basta para construir uma marca forte. Embora ela seja essencial, você precisa pensar também em como a sua empresa quer ser vista e lembrada e como consolidar esse posicionamento.

Vamos adiante para você entender melhor como fazer isso.

2. Os consumidores se identificam com a personalidade da marca

Você acha que a Apple é uma fabricante de computadores e celulares? Steve Jobs não gostaria nem um pouco dessa definição.

Desde os primeiros comerciais da empresa, o marketing deixou claro: a Apple quer desafiar o status quo, muito mais que vender produtos. Criatividade, inovação e design são os pilares dessa postura desafiadora.

A marca, então, possui propósito, personalidade e valores. Percebe como ela deixa de ser uma empresa e passa a assumir características humanas?

Portanto, quando o consumidor se torna fã de uma marca, ele se identifica com a sua personalidade — muitos antes de olhar o preço ou as vantagens do produto.

A diferenciação, então, está aí. Se a marca se torna uma pessoa, ela também se torna única. É pela força da sua personalidade, dos seus valores e das relações com o público que a marca conquista um espaço relevante e diferenciado na mente do consumidor.

3. Marcas têm que ter compromisso com o resto do mundo

Não faltam casos recentes de marcas que tiveram sua imagem manchada por envolvimento com trabalho escravo. Também há aquelas empresas, por exemplo, que fazem posts contra racismo no Facebook, mas são coniventes com preconceito no ambiente de trabalho.

O público não perdoa mais isso (ainda bem).

Empresas que não demonstram responsabilidade social e ambiental são cobradas pela sua postura.

Philip Kotler, considerado o maior especialista em marketing, já disse que o consumidor não é mais um alvo ou um mero comprador: ele é um ser humano. Então, as marcas que querem se comunicar com seres humanos precisam também demonstrar sua humanidade.

Por isso, o propósito da marca deve estar relacionado a uma transformação positiva para o mundo.

Mas lembre-se de que branding não é só colocar um post nas redes sociais com o seu posicionamento. O compromisso deve ser autêntico e coerente, desde a cultura da empresa até a publicidade.

4. A conexão emocional é mais forte que a relação comercial

Houve um tempo em que o marketing focava em divulgar as características dos produtos:

“Compre esta moto porque ela economiza combustível e anda mais rápido que as outras.”

Será que hoje você compraria uma moto só por isso? Atualmente, a conexão emocional com a marca tem muito mais peso do que o foco no produto, porque as decisões de compra não são racionais.

Pense na Harley-Davidson. A marca não tem a melhor tecnologia ou o preço mais atrativo do mercado. Ainda assim, as motocicletas se mantêm icônicas há décadas, com uma legião de admiradores no mundo inteiro.

Por que isso acontece? Porque o branding fez a marca conquistar o coração das pessoas! Ela carrega um espírito rebelde de liberdade, e é isso que as pessoas buscam nos seus produtos.

A conexão emocional é tão poderosa que muitos fãs tatuam na pele o amor pela marca. Percebe como isso é muito mais forte do que a mera relação comercial?

5. O poder está na comunidade

As estratégias de branding são criadas dentro das empresas, com o objetivo de mexer com a mente do público. Mas quando elas vão para a rua, tudo pode mudar.

Isso acontece porque hoje os consumidores são ativos. Eles não esperam sentados o que as marcas têm a dizer — eles vão para as redes sociais, relatam suas experiências, falam mal do atendimento e cobram respostas das empresas.

Portanto, eles também participam da construção das marcas.

Então, nada melhor que trazer o público para perto: entender o que eles desejam, interagir com eles, responder as suas dúvidas, valorizar a sua participação, conectá-los com a sua causa.

É dessa forma que se cria uma comunidade. O consumidor se sente valorizado quando é ouvido, interage com outros fãs e contribui para a cultura da marca.

E quando a comunidade se torna forte, ela passa a ser promotora e defensora da marca, haja o que houver. Em uma situação de crise, ela pode salvar a sua reputação.

6. A experiência do consumidor diz tudo sobre a proposta de valor

Você identifica o propósito e os valores da marca. Assume o seu compromisso diante da sociedade. Mas as pessoas não entendem a sua proposta de valor...

Isso acontece quando a marca não consegue tangibilizar o branding nos pontos de contato com o consumidor — no marketing digital, no anúncio da revista, na ambientação da loja, no atendimento, até na comunicação interna.

Cada um desses pontos compõe as experiências do consumidor. E são essas experiências que constroem a imagem da marca na sua mente.

Portanto, você precisa de sinergia entre eles, de maneira que todos sejam orientados pelo branding, mas variem de acordo com a linguagem de cada meio. Também é preciso ser consistente para consolidar o posicionamento junto ao mercado.

Branding, portanto, não se trata de simplesmente criar um nome ou publicar um texto no blog. É todo o conjunto de estratégias para a gestão da marca.

A ideia não é apenas fixar a lembrança na mente do consumidor para ser escolhida no momento da compra. É principalmente sobre se conhecer melhor, assumir quem você é e conquistar o coração das pessoas!

Então, adote as práticas acima para tornar a sua marca mais valiosa. Que tal se ela também virar uma tatuagem?

Agora, compartilhe as suas ideias sobre branding nos comentários.

Como está a sua marca? O que você está fazendo para torná-la mais admirada? Sugere alguma outra prática? Gostaria de saber o que você pensa!

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CEO da agência O Condado, formado em Gestão da Micro e Pequena Empresa pelo Centro Universitário Barão de Mauá, trabalha com Marketing Digital desde 2012, possui extenso know-how no planejamento, criação e execução de campanhas patrocinadas em portais de notícias, redes sociais e Google, aonde já trabalhou com orçamentos de até R$ 1,2 mi / mês. É responsável pelo setor de performance da agência: mídia paga (Facebook Ads, Google Ads e LinkedIn Ads) e mídia orgânica (SEO), possui certificações em: Google Ads (Search e Display), HubSpot, Facebook Blueprint, Escola RD e RD University, além de ser gestor do RD Station (plataforma de automação de inbound marketing) da Resultados Digitais (referência nacional em Marketing Digital e parceira da agência O Condado). Seu trabalho consiste na combinação de: marketing de mídias sociais, geração de tráfego com links patrocinados (Facebook Ads, Google Ads e, em alguns casos, LinkedIn Ads), marketing de conteúdo, automação de marketing e otimização de conversão (CRO) para aumentar o faturamento e/ou vendas de empresas de pequeno, médio e grande porte, sejam lojas físicas e/ou virtuais, através de estratégias digitais voltadas para fortalecimento de marca e performance focada métricas de negócio.
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