Atitudes de SEO e marketing digital que você precisa evitar

Kseniia Ivakhova

Oct 30, 201913 min read
Atitudes de SEO e marketing digital que você precisa evitar

As técnicas e boa práticas de SEO se mudam muito rápido. Consequentemente existe vários sites que não utilizam o seu potencial ao máximo devido aos erros básicos. Neste post compilamos sugestões de especialistas sobre como se proteger dos principais erros de SEO.

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O que mais me assusta no mundo do marketing digital é a marginalização dos profissionais que trabalham com SEO. Parece que, cada vez mais, nosso mercado está perdendo em qualidade e se deteriorando em opiniões errôneas.

Por isso eu disse “marginalização”. Quanto mais a gente tem profissionais dando opiniões erradas, menos confiança a gente ganha por aí. E nessa toada as pessoas costumam dizer: “SEO não funciona”... e bla bla bla. 

A questão é que, neste cenário todo, o que mais me deixa com medo é a questão do Link Building. Todos sabemos que link Building não é nada fácil de fazer. É demorado, é enfadonho e pode ser até chato (Eu nunca achei).

Agora vamos migrar para os bons profissionais do mercado. Todos eles sabem que, cada vez mais, SEO tem a ver com marketing. Eu já conheci empresas que só lançam produtinho e criam os nomes deles, depois que a equipe de SEO apresenta um relatório sobre o mercado.

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Isso sim é atitude, minha gente.

E é isso mesmo que tem que acontecer.

SEO é marketing, é estratégia e é direcionamento

Mas, e o título acima, sobre Link building? Fica onde? Uma vez eu vi uma profissional de link building informar que “Link building não tem nada a ver com assessoria de imprensa”. Vamos lá, gente! Link Building nada mais é do que comunicação. É estratégia para que o seu site ou do seu cliente seja amplamente comunicado por aí. Logo…não só tem a ver com assessoria de imprensa, mas também tem a ver com criação de campanhas.

Claro que o objetivo é o link, mas é muito melhor quando você, além de conseguir link, aumenta a autoridade de marca de um site com uma campanha segmentada e muito bem planejada.

E dá para fazer isso?

Demais! Aí, você não envolve apenas sites e prospecções. Você envolve assessoria de imprensa, influenciadores, estratégias de email marketing, e tudo o mais que for possível… até mesmo mídia offline. O lance é ganhar ampla divulgação… e se ela vier com links, melhor ainda.

Eu diria mais: chegou a hora de pensar além. Chegou a hora de deixar para trás estratégias pífias e focar em um futuro mais criativo para o SEO e para o Linkbuilding.

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Recebemos com certa frequência ligações de pessoas com o seguinte discurso: “Troquei a minha plataforma de Ecommerce e meus acessos orgânicos despencaram”.

Como esse cenário é relativamente comum, nós, da Consultoria Digital, já temos um checklist de principais estratégias para serem adotadas.

  1. Entender a causa da queda dos acessos

    Quando existem trocas de plataforma, é comum que as URLs mudem e isso, na maioria dos casos, causa uma perda de posicionamentos na SERP do Google, principalmente se os redirecionamentos da URL antiga não foram feitos para nova versão de URL.

    Para ter certeza que a queda de acessos orgânicos é derivada de perda de posicionamento, nós analisamos o gráfico de posicionamento de palavras-chave da SEMrush para identificar se perdemos muitas posições no TOP 3 e do 4-10 (primeira página de resultados).

    Configure um projeto novo

    Na ferramenta de Monitoramento de Posição

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    Uma vez confirmado este cenário, nós seguimos para os próximos passos.

  2. Redirecionamentos

    Se as URLs realmente mudaram, é importantíssimo que os redirecionamentos sejam feitos. Na maioria dos casos o cliente não fez um backup das URLs antigas, então, como estratégia, nós podemos utilizar o histórico de páginas acessadas diretamente do Google Analytics.

    Basta acessar o menu Comportamento > Conteúdo do site > Todas as páginas, e exportar o maior número de dados possível e coletar as URLs para que os redirecionamentos sejam implementados.

  3. Conteúdo e Linkagem Interna

    Com a mudança de plataforma, também é comum que os conteúdos sejam modificados ou substituídos. Se este for o caso, é altamente recomendado que o conteúdo da versão antiga das páginas seja migrado para a nova versão, pois o conteúdo influencia diretamente o posicionamento de uma página na SERP.

    O mesmo vale para os links internos; durante as migrações de plataforma, é comum que os links se percam e isso pode fazer muita falta quando o assunto é um bom posicionamento nas buscas.

Para os dois itens acima, caso não seja mais possível acessar a plataforma antiga para encontrar os conteúdos e links perdidos, podemos utilizar a ferramenta Wayback Machine e verificar se existe um “backup” de nossas páginas na ferramenta.

Estes são os passos iniciais e indispensáveis nesses casos de problemas com migração. Depois de tudo normalizado, entram análises de desempenho da página e demais fatores de posicionamento.

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Nos últimos anos e ao longo de 2019, o webinar tem se tornado uma das principais estratégias de marketing digital. E, ao mesmo tempo que se fala potencial ao usá-lo, muita gente não enxerga os resultados esperados. Separei algumas dicas que podem ajudar  nesse processo:

  • Defina o objetivo: O que você quer com esse webinar: avanço no funil? Awareness? Engajamento? Vendas? É a partir desse objetivo que você deve medir o sucesso/insucesso.
  • Para quem é esse webinar? Temos a tendência de realizar webinars para toda nossa base de leads ou para um público muito genérico. Procure um nicho. Quando mais específicos, mais valor seremos capazes de gerar.
  • Em qual etapa do funil está o nosso público? Entenda que o seu público precisa percorrer uma jornada de compra e respeite isso. O webinar pode potencializar os seus resultados, mas não fará milagres.
  • Por fim, Divida o seu planejamento em antes, durante e depois:

 Antes:

Como vou impactar os leads para participarem do webinar? Meu tema gera valor para esse audiência? Estou ajudando-os a resolver uma dor verdadeira? Pensando no meu objetivo com esse webinar, você fez uma conta reversa para saber de quantos inscritos você precisa? Quais métricas irei mensurar após o evento?

Durante:

Foque em entregar valor. Não faça de maneira alguma um conteúdo superficial. Tenha um roteiro planejado e vá a fundo soobre o tema que irá falar. O seu conteúdo gratuito precisa ser bom o suficiente para criar na sua audiência a impressão de que o seu produto/serviço será ainda melhor.

Após:

Quais os próximos passos após o webinar? Já desenhei as estratégias de nutrição? Irei disponibilizar o webinar gravado ou não? Terei alguma condição de compra especial (bônus ou desconto) para quem assistiu ao webinar?

Dicas de SEO para o Webinar (bônus):

  •  Aproveite o tráfego de conteúdos relacionados ao webinar (posts, principalmente) para fazer a captação de leads. Insira banners e pop-ups para potencializar as inscrições.
  • Crie uma landing page otimizada, mapeando palavras-chave com volume de busca relevante e que façam sentido para o seu negócio.
  • Após o webinar, crie um conteúdo para manter o vídeo em alta e transcreva toda a aula em texto, gerando relevância para o material em vídeo.
  • Edite/Separe o webinar por tópicos e crie vários vídeos menores que podem ser utilizados para potencializar conteúdos que você já tem ou para servir como base para a criação de novos conteúdos.
  • Faça um mapeamento das palavras-chave/volume de buscas no Youtube e otimize os vídeos criados e a descrição deles com esse foco. Existe um potencial de busca gigante por lá!

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Criar categorias para um site, seja ele Ecommerce ou no segmento de serviços, parece ser muito simples, não é mesmo? Pois é, neste momento começa o erro de SEO da maioria dos sites.

Isso acontece por dois principais motivos:

  • Falta de pesquisa de mercado
  • Não entendimento das técnicas de SEO.

Logo, se você não tem um bom domínio de técnicas de SEO, é importante abrir espaço nesse momento do projeto para algum especialista trabalhar em conjunto com seu time de desenvolvimento. Aqui na Yooper, levamos esse momento muito a sério. Caso contrário, seu SEO já começará errado, e suas chances de ranqueamento diminuem consideravelmente.

Aqui, é importante entender dois conceitos. Vamos ao primeiro.

  1. Basicamente, o Google tem mais facilidade de encontrar algumas páginas do que outras, seja porque elas estão destacadas no Menu do site, porque estão sinalizadas com maior prioridade no sitemap ou até mesmo páginas que recebem muitos links e acumulam um PA (Page Authority) maior.
    O fato é, os links que saem dessas páginas tendem a ganhar mais destaque em relação aos outros que estão escondidos no site. E como, normalmente, a Homepage é a página com a maior relevância e visibilidade, os links que saem dela tendem a ganhar maior relevância também.
     

    Dica número 1: Quando for fazer a árvore de categorização, coloque os links mais importantes no Menu. Além de ganharem a relevância da Home, eles ficam presentes em todas as páginas, pois o menu é fixo no topo de todas elas.

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  2. SAIBA PESQUISAR PALAVRAS-CHAVE

    A SEMrush é a mestre dessa arte. Entenda como o cliente procura os seus produtos e ataque a variação exata deles. Se você vende vestidos é importante entender que a palavra-chave específica merece uma página específica. Isso acontece porque o Google evita ranquear duas palavras-chaves diferentes para uma página igual, com isso ele favorece o nicho.

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    O essencial para estudo de keywords

    Ferramenta Keyword Magic da SEMrush

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    Dica número 2: Se você tem uma palavra-chave específica, crie uma página específica para ela e não esqueça da dica 1, se essa página for importante para você, coloque-a no Menu, nem que ela esteja em um terceiro nível, como a imagem abaixo:

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    Nível 1: BELEZA
    Nível 2: ACNE E OLEOSIDADE
    Nível 3: GEL PARA ACNE

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Um funil desequilibrado pode ter diversos motivos. 

Um deles é a falta de planejamento na publicação e distribuição de conteúdo.

Muitas empresas focam todo o trabalho de conteúdo em geração de leads como um todo mas não definem  suas personas ou possuem KPIs que indiquem se o lead está mais próximo do topo do funil ou do fundo do funil.

Portanto, definir e entender a persona ajudará a equilibrar a sua estratégia de conteúdo e consequentemente o seu funil.

Veja abaixo o que fazer para equilibrar o seu funil.

Defina os conteúdos com base na persona e na etapa do funil

Ao definir os conteúdos (posts de blog, materiais, etc.) por persona e por etapa do funil, você cria mecanismos para entender melhor a jornada do seu possível cliente até a compra.

Uma forma de tangibilizar isso é criar segmentos em sua plataforma de envio de email ou automação de acordo com os materiais consumidos. Por exemplo:

O topo do funil da persona 1 será quem assinou a newsletter e preencheu o formulário 1 / O meio do funil para a persona 1 será quem baixou o ebook 1,  baixou o ebook 2 e / ou participou do webinar 1 / o fundo do funil para a persona 1 será quem baixou a pesquisa 1, participou do webinar e / ou preencheu o formulário de solicitação de serviço.

A partir daí, veja como está a divisão dos 3 segmentos em um excel ou na sua própria plataforma de automação. Dessa forma a visão do funil ficará mais clara e você poderá intervir mais rapidamente em caso de baixo volume em alguma etapa do funil.

Como estamos falando diretamente de vendas, você poderá identificar por exemplo se os leads gerados diretamente do fundo do funil são qualificados para venda ou se é melhor captar os leads no topo do funil e ir nutrindo até o momento da venda.

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Em anos no segmento de marketing digital, hora ou outra alguém entra em contato em estado de choque alegando que o seu site sumiu do Google.

Se o seu site não está no Google, você praticamente não existe e para empresas de Ecommerce que tem suas receitas oriundas do tráfego orgânico, passar dias ou até horas fora da principal ferramenta de busca é provavelmente o pior pesadelo de todos.

Se isso ocorrer contigo não se desespere, confirme o problema, identifique a origem e aplique uma solução.

Para verificar se realmente seu site sumiu do Google simplesmente entre no Google e verifique se existem páginas do seu site indexadas, ao invés de digitar uma pesquisa use o operador booleano site: digite site:  seusite.com.br.

Se encontrar páginas nos resultados talvez você não tenha sumido do Google, simplesmente tenha sumido ou caído de posições em alguns ou muitos resultados, o que é outro problema, mas se nenhum resultado for exibido você tem um grande problema que precisa de solução rápida.

Comece pelos motivos mais comuns como bloqueio do site pelo robots.txt ou aplicação de noindex em todas páginas do site, algo que costuma ocorrer quando alguma versão em homologação atualiza a versão em produção do site. Inspecione manualmente ou se preferir use algum crawler como a SEMrush ou o Screaming frog e identifique se ele consegue ou não ler as páginas, caso não consiga, configure para que o mesmo não respeite o robots.txt ou o noindex e se as páginas forem lidas basta mostrar as informações para os desenvolvedores. Na sequência e da mesma forma, não deixe de testar a canonical tag das páginas.

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Em alguns casos encontramos curiosos e até usuários de má fé que tenham acesso ao Google Search Console. Trabalhei em um caso onde um ex-funcionário que ainda tinha acesso ao Google Search Console, solicitou ao Google a remoção de todos urls e o site sumiu do Google em menos de 4 horas. Para verificar basta entrar na ferramenta de remoção de resultados e identificar se existem resultados suspeitos ou se o site inteiro pode estar sendo ocultado. Nesse caso o problema é que ninguém na organização tinha acesso ao Google Search Console. Foi necessário verificar a propriedade e depois remover o pedido. O site retornou ao maior mecanismo de pesquisa em questão de minutos.

Também encontramos casos mais complexos como penalizações extremas, problemas de leitura do bot por causa da tecnologia usada no site, problemas de invasões, código de retorno errado nas páginas do site e até problemas com o servidor, muito embora sejam em menor número. De qualquer maneira sempre fique atento aos sinais que o Google Search Console oferece e lembre-se que pedir ajuda ou contratar um profissional qualificado quando necessário.

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Como profissional de SEO um dos maiores erros que encontro nos diversos projetos online é quando o cliente não sabe corretamente quem é o seu público alvo.

O normal para o cliente passa sempre por construir o site primeiro, ter uma grande preocupação com a tecnologia a utilizar e esquecer do marketing digital.

Analise seu público-alvo

Para segmentar os interesses certos, idade e muito mais

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O que vai acontecer? No meu caso que trabalho o S.E.O. é que vou ter de trabalhar e optimizar todas as páginas que já poderiam estar prontas nesse ponto. Então, quando faço um estudo exaustivo de keywords é que o cliente percebe que afinal fez as coisas ao contrário e só aí é que percebe como se comporta o seu público-alvo no Google.

Este é um dos maiores erros que encontro nos meus clientes, mesmo aqueles que já fizeram alguma pesquisa no sentido de tentar perceber qual é o público-alvo que pretendem atingir com o SEO não o fizeram com a perspetiva do lado do usuário.

Analise seu público-alvo

Para segmentar os interesses certos, idade e muito mais

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Até porque, quando um usuário vai fazer uma pesquisa no Google é porque quer obter uma resposta, seja ela, informativa, comercial ou transacional. O que ele quer encontrar é uma solução para o problema dele.

É aqui que entra a optimização das páginas do site, focadas para dar a melhor resposta possível ao usuário e por isso o estudo de keywords é uma tarefa obrigatória para qualquer plano de SEO e diria até, para o plano de marketing digital.

Quando o cliente entende esta questão, percebe de imediato que vai ter de proceder a várias alterações nas páginas do site que já poderiam ter sido implementadas no momento da criação do website.

E você, enfrentou mais algum erro de SEO na sua prática? Compartilha conosco nos comentários e nossos especialistas vão te dar dicas de como se proteger!

Assista o nosso Webinar "Link Building ou Link Earning: Qual o Futuro dos Links?"

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