Você provavelmente já ouviu falar sobre design responsivo. Ou chegou aos seus ouvidos termos como a velocidade de carregamento de página. 

Usabilidade, acessibilidade, SEO on-page, idem. Todos esses elementos técnicos estruturais importantíssimos de otimização mobile

No entanto, há um componente que dificilmente é associado a esses assuntos: o texto. Com isso, me refiro a artigos redigidos, os famigerados blog posts. Afinal, como melhorar a experiência do leitor ao consumir um conteúdo na web?

Foi assim que surgiram novos conceitos. 

Hoje, você aprenderá o que é Mobile Writing e como aplicá-lo no seu dia a dia, além de conhecer a inovadora técnica conhecida como Artigos Responsivos. 

E então, vamos lá?

O que é Mobile Writing?

Mobile Writing, em uma tradução literal, significa Redação para Dispositivos Móveis. 

Ou seja, trata-se de uma técnica de escrita que visa melhorar a experiência do usuário durante a leitura. Nada mais justo, já que dispositivos móveis são responsáveis por mais de 70% do tráfego da web. Além disso, de acordo com estudos, 87% dos usuários de smartphones fazem pelo menos uma busca por dia.

Tais números contribuem para uma conclusão evidente: mais de 40% das transações são realizadas via dispositivos móveis. Hoje são quase 7 bilhões de usuários que os utilizam ao redor do mundo (Statisa, 2020), e com progressões otimistas.No Brasil, o número de adultos com acesso aos telefone inteligentes alcança 92% da população

Nesse cenário, a comunicação direcionada se faz cada vez mais necessária. 

Em 2013, Richard Baxter, CEO e fundador da renomada companhia SEOgadget, redigiu um artigo intitulado “Pare de tentar agradar o Google e comece a investir em hiper segmentação”. Apesar de não ser exatamente o tema do texto, levou a uma conclusão inegável: se você deseja criar uma boa estratégia de SEO, foque em agradar o usuário.

Ora, se adequar ao algoritmo é ótimo. Mas ele é alimentado por pessoas, e é nelas que devemos nos concentrar. O mecanismo de buscas passa por atualizações recorrentes, como aquelas que priorizaram a experiência em dispositivos móveis e a busca por voz. 

Em 2015, Neil Patel escreveu para o Content Marketing Institute uma peça cujo nome era “como escrever conteúdos que engajam o leitores em dispositivos móveis”. 

Com base nessas e em outras fontes de informação, criou-se o conceito, que se baseia em oito elementos. 

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  • Escaneabilidade

Pense bem: quando você realiza uma busca rápida na web, lê todo o artigo?

É possível que a sua resposta seja positiva para assuntos nos quais você deseja se aprofundar. Mas, no geral, nós apenas “escaneamos” a página para encontrar a informação desejada, um passar de olhos que nos leva até o pote de ouro. 

É por isso que, na Redação para Dispositivos Móveis, fazemos o uso de uma estruturação diferente que foca em palavras simples, frases diretas e parágrafos curtos tanto na descrição, alt texts e no conteúdo em si. 

Além disso, há a recomendação do uso de recursos como o negrito e os bullet points, que facilitam o rastreamento da informação desejada. 

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  • Leitura rápida

Aqui somos apresentados a uma dicotomia. Ao passo em que o Google privilegia textos maiores, o leitor de internet exige agilidade na resposta. Ao primeiro sinal de dificuldade em encontrar o que deseja, ele abandona a página. 

Quando as empresas pretendem produzir artigos, normalmente exigem uma quantidade de palavras para o bom ranqueamento, o que não é bom. Quero dizer, isso pode ajudá-lo a conquistar algumas posições no ranking, no entanto, o excesso também pode ser prejudicial ao usuário. 

Um artigo para a web deve ter o tamanho necessário. Nem mais, nem menos. Ou seja, o essencial para suprir as dúvidas que o internauta tem ao realizar a pesquisa. Se forem 2 mil ou 300 palavras, ótimo. 

É claro que tudo depende da intenção de busca. Uma busca por “como implementar uma estratégia de marketing” certamente exige maior profundidade que “como criar uma página no Facebook”, por exemplo. 

Novamente, volto a frisar o foco no usuário. Muitos clientes de agências de marketing não permitem links de saída em seus blog posts. Mas, ao avaliarmos sob o ponto de vista de quem lê, eles podem ser importantes. 

O fundador da Moz, Rand Fishkin, nos mostra neste artigo as “5 razões pelas quais você deveria inserir links de saída”, inclusive com explicações técnicas. 

  • CTA passivo

Fomos ensinados pelas técnicas de copywriting que as chamadas para a ação sempre vêm no imperativo. 

Bom, isso faz todo sentido quando você deseja que o usuário siga sua jornada pelo funil de vendas, se inscreva em uma newsletter ou baixe um ebook. 

No entanto, isso pode ser inserido de maneira mais incisiva por meio de botões e plugins. 

Quando você tenta levá-lo a outro conteúdo do blog, a sua intenção é gerar utilidade, não converter. É por isso que os CTAs no Mobile Marketing são passivos. Eles tiram a impressão de uma ação forçada e deixam para que o usuário decida. 

No tópico sobre Artigos Responsivos, falarei mais sobre o assunto. 

  • Tempo de Permanência

O tempo de permanência na página é um dos mais importantes fatores de ranqueamento

Porém, não podemos comparar o tempo de permanência de um texto de 10 mil palavras com um de 500.  É por isso que, para o Mobile Writing, utilizamos uma métrica diferente. 

Em vez do tempo total, calcula-se a relação entre o tempo de permanência na página e o tamanho do conteúdo. A esse indicador, chamamos de Taxa de Magnetismo. 

  • Materiais complementares

O Mobile Writing também foca no poder de decisão do usuário. 

Por isso, ele pode escolher qual é o melhor formato para o consumo do conteúdo.Materiais complementares como vídeos, texto em áudio, tabelas e infográficos são bem-vindos. 

O que são Artigos Responsivos?

O conceito de Artigo Responsivo é uma técnica de Otimização para Mecanismos de Buscas (SEO).

Neste texto, ele ganha um tópico próprio, dada sua importância. Ele emerge para superar algumas dores relacionadas à criação de conteúdo. 

Primeiro, a forte concorrência com outros players do mercado. Afinal, é muito difícil se estabelecer diante da grande quantidade de artigos redigidos todos os dias. 

Quando há uma maior Autoridade de Domínio (ou Trust Score), um grande portal pode facilmente superar o posicionamento de um texto em blogs de menor impacto em poucos dias. 

Artigos Responsivos são menores, mas também mais baratos, se encaixando de maneira mais fácil ao orçamento de pequenas e médias empresas. Também se relaciona com a produtividade da equipe de redatores. 

Com artigos mais concisos, aumenta-se as chances de aparecer nas SERPs, mesmo que em posições mais baixas. 

Em 2015, o redator freelancer Nolan Wilson escreveu este artigo no blog da SEMrush, denominado “Como escrever conteúdo que engaja leitores em dispositivos móveis”.  Nele, cita algumas curiosidades. 

Primeiro, o inegável fato de que artigos extensos ranqueiam melhor. 

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Por outro lado, também lembra da necessidade de consumo imediato do leitor. 

Então, como resolver esse problema? É exatamente aí que os Artigos Responsivos se encaixam. 

A seguir, saiba mais sobre seu funcionamento e aplicação. 

Momentum

Um dos conceitos mais importantes do marketing digital é a persona

Trata-se de um personagem fictício que representa o seu cliente ideal. Ele tem nome, sobrenome, local, profissão, emprego, renda, escolaridade, hobbies, canais de consumo de conteúdo e problemas. 

Com isso, podemos redigir peças e materiais direcionados ao potencial comprador. 

Em um Artigo Responsivo, acrescenta-se o elemento momentum a esse estudo. Ou seja, você deve se perguntar quando ele acessa o conteúdo. 

Aqui o foco são questões simples que podem ser solucionadas na fila do banco, na ida ao banheiro ou no intervalo comercial de um programa de TV, por exemplo. 

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Perguntas básicas

Para otimizar tempo e recursos, os Artigos Responsivos são, em sua maioria, baseados em perguntas básicas. 

Elas se iniciam com: 

  • O que é...

  • Quem é... 

  • Como...

  • e Qual é…

Ou seja, focam em questões ocasionais que exigem respostas rápidas. 

No exemplo a seguir, utilizei um blog que criei exclusivamente para demonstração, o Bulletpoint. 

Para isso, selecionei a pergunta básica “quem é Vítor Peçanha?”, um dos fundadores da Rock Content. 

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Outros elementos muito importantes que beneficiam o consumo em dispositivos móveis são o design limpo e a imagem leve, como observado na imagem acima. 

Keyword Magic da SEMrush

Descubra as perguntas que seus usuários fazem

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Posições inferiores e cauda longa

Diante da grande dificuldade em conquistar um bom posicionamento, os Artigos Responsivos são redigidos com palavras-chave concorridas (mas com possibilidade de ranqueamento) ou de long tail. 

Veja bem, Vítor Peçanha é uma pessoa conhecida e já existem artigos que respondem a essa dúvida. No entanto, mesmo que você posicione o seu texto na sétima colocação da SERP, conseguirá alguns cliques. 

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Já no conceito de cauda longa, devemos buscar termos de pesquisa extremamente específicos e criar artigos. 

O SEO Title é um dos mais valiosos fatores de ranqueamento, e é melhor que a keyword esteja localizada ali. 

Por exemplo: 

  • https://blog.bulletpoint.com.br/como-abrir-uma-aba-anonima-no-google-chrome-pelo-celular

Com uma resposta rápida, é bem provável que você alcance um bom ranqueamento. Afinal, as interações do usuário contribuem para a distribuição da SERP. 

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Aqui vemos, de maneira prática, exatamente o que o usuário deve fazer para resolver o problema citado no título. 

Parágrafos curtos e recursos adicionais

Quando transferimos um texto do Word ou outra ferramenta de edição para as telinhas, quatro linhas tornam-se oito. 

Não queremos chatear o leitor com blocos de texto imensos, não é mesmo? É por isso que nos Artigos Responsivos os parágrafos são concisos. 

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Afinal, o leitor que realizou uma pesquisa para obter uma solução de uma pergunta básica deseja uma resposta básica. 

Também vemos o bom uso dos bullet points, que são essenciais para organizar as informações em dispositivos móveis. 

De modo similar, os CTAs passivos se encaixam perfeitamente. 

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Aqui, mesclamos links de entrada e de saída, sempre otimizando a experiência do leitor. 

Além disso, o material complementar auxilia o reconhecimento do usuário. 

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Um vídeo gasta uma maior quantidade de dados do que um texto. 

Mas a opção é do leitor, não é mesmo? Vamos deixá-lo no controle. 

Snippets

Você já se perguntou qual é a funcionalidade dos snippets?

Pois é, eles são voltados a respostas rápidas, justamente o formato utilizado nos Artigos Responsivos. 

Por isso, existe a chance de você aparecer na “posição zero” do Google, superando até mesmo adversários poderosos. No entanto, é válido lembrar, que para aparecer em um snippet é necessário posicionar a página entre os 10 primeiros colocados do ranking. 

Quantidade de conteúdo

Artigos Responsivos são menores, mais específicos e apresentam uma maior facilidade na redação. 

Por conta disso, redatores produzem mais. Mais peças significa mais tráfego. 

Assim, é possível driblar a concorrência por meio de técnicas voltadas à otimização de ranqueamento mais baixo. 

A pergunta que fica é: em vez de criar um enorme artigo para uma palavra-chave de alta relevância, por que não dividi-lo em tópicos menores e criar dez textos de menor impacto?

Essas são questões polêmicas, eu sei. No entanto, é válido testar e avaliar sua eficácia para o seu negócio. 

Eu espero que este texto seja útil para você. 

Os fundamentos do Mobile Writing e os Artigos Responsivos ainda serão alvos de grandes estudos. 

Mas, juntos, poderemos elaborar táticas cada vez melhores.

Se existir alguma dúvida, crítica ou sugestão, deixe-a nos comentários. 


O que você achou da estratégia de criação de artigos responsivos? De acordo com as pesquisas esse tipo de artigos são a nova tendência de marketing de conteúdo.

Não basta criar conteúdo informativo e relevante, é importante pensar na apresentação e na intereção desse conteúdo com o usuário.

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Lucas Amaral Nunes da SilvaRedator SEO freelancer, fundador do blog redatorSEO e co-fundador do Marketing de Autoridade. Autor de mais de 7 mil artigos sobre marketing digital. Escritor de fantasia e storyteller.
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